AMSTERDAM ICONIC PEDESTRIAN BRIDGE

 

Ano: 2012

Equipe: Jéssica Ruy, Glessio Cagnoni, Juliana Carlini, Aline Rosati, Laís Fernandes

O desafio de propor uma nova travessia sobre o rio Amstel, diante de um tecido urbano tão consolidado, nos incute a ideia de que sua presença deve valer não apenas pelo seu caráter referencial na paisagem e pelo seu propósito funcional de transposição, mas também por uma generosa contribuição ao espaço urbano. Diante disto, esta proposta toma como principal objetivo a criação de um novo “lugar” em Amsterdam. A intenção é a de criar uma costura urbana, propondo com a criação de três passarelas, e não apenas uma, o surgimento de um espaço público para permanência e observação do cotidiano.

A posição de cada uma das três travessias é coerente com o entorno que as recebe e exprime um desejo de reforçar o rio como parte integrante da cidade. Assim, conectar a Herengracht ao Hermitage Museum ou o Keizersgracht à margem oposta do Amstel reduz a ideia de que o rio é uma barreira urbana e permite que este tenha um novo uso, sendo ainda mais o protagonista desta paisagem urbana. As distâncias são encurtadas, os percursos alterados, os usos intensificados e os significados renovados. Com estes novos caminhos, novas perspectivas são descobertas e o usuário se surpreende com as novas possibilidades.

Entendendo a importância do entorno e a necessidade da travessia, a solução estrutural mais coerente é o arco em aço. Sua relevância histórica, permite um retrospecto desde tempos remotos aos dias atuais, o que fica mais evidente, diante das pontes amsterdamersas feitas em arcos de pequeno vão em pedra ou as pontes móveis em aço do final do século 19. Assim, a solução contemporânea relata uma evolução das duas técnicas com um propósito atual que  permite vencer os vãos desta proposta.

Vencer o vão de uma única vez foi um elemento fundamental para a valorização da paisagem e permitir a menor interferência possível no tráfego de barcos no canal. O desenho dos arcos, que apresentam uma intenção plástica em seu conjunto, busca ser simples, com o intento de não competir com a paisagem urbana envoltória. As pontes repousam, portanto, sobriamente nas margens do canal, cumprindo sua intenção urbana e plástica. A estrutura é realizada em peças pré-fabricadas em aço que, além de eficiência e rapidez de execução, demostram ser econômicas em relação aos consumos de energia e recursos para sua execução.

Sob os arcos, tabuleiros de dimensões generosas se cruzam e fazem as travessias entre as margens, criando sobre o rio inusitados espaços de circulação e convivência aproximam as calçadas e fluxos de ambas as margens. O café e outras áreas de apoio se abrigam sobre telhados verdes que estão dispostos de acordo com o desenho dos tabuleiros, permitindo o acesso público e se tornando um local de descanso e observação das pontes, do rio e das margens. A criação destes espaços de valorização da experiência urbana gera o grande sentido icônico desta proposta. Assim, o espaço ganha o sentido de lugar com identidade e memória e potencialmente se torna uma referência do lugar perante o mundo.

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The challenge of proposing a new crossing over the river Amstel, facing the consolidated urban fabric, inspires the notion that its presence should be worth not only by referential character in the urban landscape and functional purpose of transposition, but also by a generous contribution to the urban space. According to this idea, the proposal takes as its main goal the creation of a new place in Amsterdam. The intention is to create an urban seam, proposing not just one but three new footbridges: a public space for permanence and observation of everyday life and connecting both banks.

The position of each of the three crossings is coherent with the surrounding and expresses a wish to emphasize the river as part of the city. Then connect the Hermitage Museum to Herengracht or Keizersgracht to the opposite bank of the Amstel reduces the notion that a river is an urban barrier and allows it to have a new use as the protagonist of such urban landscape. Distances are shortened, paths changed, uses intensified and meanings renewed. Considering these new ways, new perspectives are discovered and the user is surprised by the new possibilities.

Having assumed the importance of the surrounding area and the need of crossing the river, the most consistent structural solution is the steel arc. Its historical importance allows a retrospective from ancient times to today. Which becomes more evident observing amsterdammer bridges such those made ​​in small stone arcs in XVII and XVIII centuries or those movable steel bridges made in late 19th century. Thus, the solution contemporary reports a development of two different techniques for a purpose that allows current to overcome the spans of the proposed footbridges.

Overcoming span of the bridge at once was a key element for enhancing the landscape and allowing the minimum interference in boat traffic in the channel. The design of the arches, which having plastic intention at large, aims to be simple, with the intent not to compete with the urban landscape. The bridges lie soberly on the canal bank, fulfilling its urban and plastic intentions. The structure is held in prefabricated steel pieces, which besides efficiency and speed of implementation, show to be economical with regards to energy and resources.

Under the arches. generously proportioned bridge decks meet one another and make the crossings between the banks. Creating unusual spaces of circulation and interaction, this makes sidewalks of both sides get closer to the public space proposed. The café and other support areas are sheltered beneath green roofs, which are arranged according to the disposal of the bridge decks , allowing public access and becoming a place of rest and observation of the bridges, the river and its banks. The creation of these spaces of urban experience enhancement generates the great iconic sense of this proposal. The common space gets a sense of place considering aspects of identity and memory and potentially becomes a referential place for the world.